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Projeto Corujinha é destaque na prevenção da mortalidade infantil

13/02/2017 - 16h00
clique para ampliarAracaju foi a primeira capital a implantar o Projeto Corujinha (Fotos: Marco Vieira)
clique para ampliarO Projeto Corujinha atualmente conta com 14 auxiliares de enfermagem que atuam em regime de escala
clique para ampliarA auxiliar de enfermagem Crislânia Ismerin, vacina o pequeno Pedro Lucas, filho da atendente Tainara Ferreira
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clique para ampliar Katarina Santos e seu bebê Guilherme Kairon
clique para ampliarRita Bitencourt, coordenadora do Programa Saúde da Criança, do Adolescente e do Jovem

Trabalhando com o intuito de reconstruir a qualidade de vida dos aracajuanos, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) tem como prioridade investir cada vez mais em ações e projetos que foquem na prevenção. Nesse sentido, o Projeto Corujinha, vinculado ao Programa Saúde da Criança do Adolescente e do Jovem (PSCAJ), é uma iniciativa que merece destaque dentro da Rede de Atenção Primária (Reap), uma vez que trabalha para a prevenção da mortalidade infantil, fortalecendo os cuidados aos recém-nascidos em maternidades públicas e privadas de Aracaju.

De acordo com a coordenadora do PSCAJ, Rita Bitencourt, o Corujinha é um projeto pioneiro que tem surtido um resultado bastante positivo. "Nós fomos a primeira capital do país a implantar o projeto e, além de ser motivo de muito orgulho, demonstra também a preocupação da SMS com a saúde de nossos recém-nascidos. A imunização é um indicador que precisa ser melhorado em Aracaju e o Corujinha é uma ferramenta importante nesse sentido, porque estando dentro das maternidades a gente garante que todas as crianças nascidas vivas saiam de lá com as duas primeiras vacinas do calendário já tomadas, que são a BCG e primeira dose da Hepatite B".

O Projeto Corujinha atualmente conta com 14 auxiliares de enfermagem  que atuam  em regime de escala dentro das maternidades Gabriel Soares, Nossa Senhora de Lourdes e Santa Isabel. "A única maternidade de Aracaju em que não estamos presente é a Santa Helena, por uma decisão tomada no ano passado pela direção da própria unidade hospitalar. Mas é importante ressaltar que as mães dos bebês nascidos na referida maternidade, após a alta,  podem procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) Dona Sinhazinha, para garantir o direito da criança de tomar as vacinas gratuitamente".

Atuando dentro da maternidade Santa Isabel, a auxiliar de enfermagem, Crislânia Ismerim, conta  que o trabalho educativo também é uma importante ferramenta do projeto . "Antes da alta hospitalar nós orientamos todas as mães com relação aos cuidados com o aleitamento materno e com o curativo umbilical. Reforçamos a necessidade da realização dos testes do pezinho, da orelhinha e do olhinho, além de explicar que a caderneta de vacinação é um documento que deve ser muito bem guardado".

Crislânia ressalta ainda que ações são extensivas a todas as mães e bebês que passam pela maternidade, e não somente aquelas que residem em Aracaju. A atendente de restaurante, Tainara Ferreira, por exemplo, é moradora de  Nossa Senhora do Socorro, mas não deixou de receber as orientações. "O Pedro Lucas é o meu primeiro filho e, no meu caso, essas recomendações da equipe do Corujinha vão ser muito úteis", disse.

O pequeno Guilherme, filho de Katarina Jesus Santos, que também é mamãe de primeira  viagem, veio ao mundo neste domingo de parto normal. E antes de ir embora para casa, eles receberam a visita da equipe do Corujinha. "Eu achei muito importante o trabalho dessa equipe e o melhor de tudo é que já vou levar o meu bebê para casa protegido de diversas  doenças".

Combatendo a mortalidade infantil

As ações da equipe do Corujinha vão muito além de garantir a cobertura vacinal aos recém nascidos. O objetivo maior é a redução da mortalidade infantil a partir de um trabalho preventivo.

"Morrem muitas crianças no primeiro ano de vida. No ano passado, por exemplo, foram 126 óbitos e a maioria por questões perinatais, como aquela mãe hipertensa que foi mal conduzida e pariu um bebê prematuro, ou mãe com sífilis que não fez o pré-natal e passou a doença para a criança. Então, o que nós queremos é desenvolver a autonomia dos familiares na identificação desses  sinais de risco, evitando que esses bebês desenvolvam diversos tipos de doenças. Além disso, a gente orienta também o pai e a mãe para que essas crianças não deixem de ser acompanhadas pela Rede de Atenção Primária, para que elas não sejam levadas para a unidade de saúde somente quando estiverem doentes, mas sim que tenham um acompanhamento frequente dos profissionais de saúde", explicou Rita Bitencourt.

Educação permanente

Nesta semana, nos dias 14 e 16, as auxiliares de enfermagem  vão passar por uma capacitação sobre a reatualização da técnica e conservação das vacinas aplicadas pelo Projeto Corujinha. O treinamento, que será realizado no auditório do Centro de Especialidades Médicas (Cemar), faz parte da Política de Educação Permanente da SMS.

 

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