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Unidades de Saúde desenvolverão atividades em combate à tuberculose

16/03/2017 - 17h10
clique para ampliarImagem: Divulgação

Tosse seca e contínua, febre baixa, falta de apetite, sudorese e emagrecimento acentuado. Esses são os sinais e sintomas mais frequentes da tuberculose, doença causada por uma infecção por Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK), que, quando não é tratada adequadamente, pode levar até a morte. Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, no dia 24 deste mês, as Unidades de Saúde da Família (USFs) de Aracaju desenvolverão a partir da próxima segunda-feira, 20, atividades reforçando o combate à doença.

Segundo Léa Matos da Silveira, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose (PMCT) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as atividades acontecem até o dia 24. Serão realizadas, por exemplo, palestras sobre o tema para intensificar a busca por sintomáticos respiratórios. Ela frisa que é importante esclarecer a população sobre quais são os sintomas da tuberculose e mostrar que há tratamento para a doença.

“As unidades desenvolverão diversas atividades de 20 a 24 de deste mês para reforçar o combate à tuberculose e também para informar à população quais são os sintomas da doença e o tratamento. Algumas pessoas ficam com tosse durante semanas e acham que é apenas uma gripe, mas na verdade pode ser a tuberculose. Então temos que mobilizar e sensibilizar a comunidade para termos o controle da doença”, disse.

Todas as 44 USFs de Aracaju oferecem tratamento para a tuberculose, além do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) Siqueira Campos, que é referência. “A tuberculose tem cura e toda a rede oferece tratamento. Nas unidades, é feito gratuitamente o Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular, e o resultado sai em média com 48h. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento da doença”, explica.

Meta

O PMCT adotou as seguintes questões como metas, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS): detectar 70% dos casos estimados, curar 85% dos casos notificados, reduzir o abandono do tratamento a menos de 5% e ampliar a estratégia de tratamento supervisionado.  De acordo com a OMS, estima-se que no mundo, atualmente, existem nove milhões de casos da doença. Em 2015 foram notificados no Brasil 63.189 casos de tuberculose.

“Ainda é grande o número de casos da doença no mundo e um dos grandes problemas é que muitos pacientes que estão com tuberculose abandonam o tratamento, que dura seis meses, e eles podem ter novamente a doença. Sendo assim, colocamos metas, seguindo determinação da OMS, e uma delas é reduzir o abandono do tratamento”, conta a coordenadora do PMCT.

Transmissão

A tuberculose é transmitida por via aérea em praticamente a totalidade dos casos e a infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro da pessoa doente. Segundo Léa, algumas populações têm mais risco de adquirir a doença.

“Pessoas em situação de rua e a população carcerária, por exemplo, têm mais chances de desenvolver a doença, devido às condições de saúde e de vida. Além disso, a má alimentação, o tabagismo e o alcoolismo também geram baixa resistência orgânica e a pessoa tem mais riscos de pegar a doença. Os idosos e os portadores de HIV também estão suscetíveis à tuberculose. Sendo assim, é muito importante manter uma boa alimentação e estar saudável”, conclui.

 

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