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Secretário participa de assembleia com usuários de saúde mental

18/05/2017 - 14h49
clique para ampliarFotos: Ascom/SMS
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No Dia Nacional de Luta Antimanicomial, celebrado nesta quinta-feira, 18 de maio, o secretário municipal da Saúde, André Sotero, participou de assembleia no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Liberdade, no bairro Siqueira Campos, com os usuários de saúde mental. Diferentemente de uma assembleia tradicional, a pauta foi surgindo espontaneamente durante o encontro, que teve o comando do usuário Jocilmo Santana dos Santos.

Realizada semanalmente, na assembleia desta quinta-feira as demandas dos usuários se prenderam a assuntos relacionados à estrutura física da unidade e ao desmonte da assistência na Atenção Psicossocial praticado na gestão anterior. André Sotero destacou a importância do dia de hoje, quando o país faz uma reflexão sobre a luta contra a manutenção de manicômios e reforça a necessidade de se continuar avançando no acolhimento, assistência e tratamento dos usuários da Atenção Psicossocial.

“É meta do prefeito Edvaldo Nogueira, e minha também, a reconstrução da Saúde pública de Aracaju. Encontramos as redes de Atenção Primária, Urgência e Emergência, Especializada e Psicossocial desmontadas literalmente. Nosso desafio é reestruturar e reorganizar a assistência aos pacientes e, paulatinamente, iremos avançar nesse objetivo”, salientou André Sotero.

O usuário e coordenador da Associação de Usuários de Saúde Mental de Sergipe (Ausmes), Everton Costa Tavares, defendeu a participação dos pacientes no controle social, fez uma explanação sobre como ele vê a oferta de serviços na área e apresentou um cenário preocupante, que vai exigir da Secretaria Municipal da Saúde um grande esforço para devolver aos usuários assistência digna e humanitária.

“Estamos com os Caps superlotados, as equipes reduzidas e a estrutura física precária”, declarou Everton Tavares, opinião que foi compartilhada pela assistente social Priscila Sobral, há 9 anos atuando no Caps Liberdade. Segundo ela, nos últimos quatro anos os avanços que vinham sendo registrados na área da Atenção Psicossocial sofreram interrupção, ficando estagnados. “Nossa demanda é grande, mas a equipe é mínima. Estamos sem oficineiros há mais de dois anos, deixando a unidade sem as oficinas terapêuticas. Mas, vejo aqui algo novo, porque desde que estou aqui esta é a primeira vez que vejo um secretário de Saúde vir a um encontro como este”, disse a assistente social.

A assembleia foi bastante participativa, especialmente quando foram convidados a falar sobre suas experiências em manicômios, pelo coordenador da Rede de Atenção Psicossocial, Dalmare Sá. A usuária Rosinete da Silva Cardoso fez um paralelo entre a vida antes e depois de viver trancafiada. “No manicômio a vida era ruim. Botavam a gente na tranca. Agora a vida é melhor. O tratamento daqui é ótimo, vocês me tratam bem, me respeitam”, declarou.

Para Everton Tavares, manicômio é um lugar macabro, onde nem mesmo os funcionários gostam de trabalhar nesses lugares. “Eu não entendo porque ainda existem unidades como estas para tratar pessoas com transtornos mentais”, enfatizou o coordenador da Ausmes.

Oficineiros

O secretário André Sotero ouviu a todos, falou sobre o projeto do prefeito Edvaldo Nogueira de reconstruir a saúde pública de Aracaju e deu duas boas notícias: a primeira foi a de que o contrato emergencial de manutenção predial foi fechado, o que significa dizer que em breve a estrutura das unidades estará sendo melhorada; e a segunda foi a de que se encontra em fase de elaboração o contrato seletivo de pessoal, que irá contemplar também a Atenção Psicossocial par a contratação de oficineiros.

 

 

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