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Guarda Municipal realizará campanha para cadastramento de doadores de medula óssea

30/08/2017 - 10h31
clique para ampliarCrécia tem se mostrado uma mobilizadora para ações de doação (Fotos: Ascom/GMA)
clique para ampliarElaine respondeu positivamente ao convite da amiga e já realizou o cadastro
clique para ampliarRômulo dos Santos é uma das mais de 1500 que aguardam um transplante de medula no Brasil

 

"Entre as pequenas coisas que não fazemos e as grandes que não podemos fazer, o perigo está em não tentarmos nenhuma", diz o pensador e filósofo chinês Confúcio. Crécia Andrade, supervisora da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), conhece bem o sentido dessa frase. Há alguns anos, um amigo teve leucemia e precisou receber uma doação de medula. Foi quando ela descobriu a importância dos pequenos gestos de solidariedade para o próximo. Ela prontamente buscou informações, realizou o cadastramento e incentivou outros guardas a fazê-lo.

"Antes mesmo de eu ter conhecimento, já era engajada nesse tipo de ação. Doação de sangue, de órgãos. Sempre estou incentivando as pessoas a serem doadoras. Há um tempo, um amigo aqui da Guarda precisou da doação. Todos os dias eu falava incentivava os colegas. Há sempre alguém que precisa, a verdadeira bondade é salvar uma vida. A doação de medula óssea é um ato de humanidade", afirma a supervisora.

Uma das pessoas inspiradas por ela foi Elaine Freire, integrante da Coordenadoria de Formação e Aperfeiçoamento da GMA. "No começo eu tive medo. Pensei que a doação já seria feita no cadastramento e também tive medo de algum familiar meu precisar e eu já ter doado. Então, ela me explicou todo o procedimento e eu mudei de ideia. Foi necessário que uma pessoa próxima a mim precisasse para que eu despertasse", explicou.

O medo que a guardiã Elaine tinha infelizmente é comum. Além de não ser uma ação tão conhecida como a doação de sangue, o cadastramento de doadores de medula óssea traz mitos, como a necessidade de um procedimento cirúrgico já no ato do cadastramento, mas o procedimento é outro. O cadastramento de doadores de medula é um processo rápido e sem qualquer intervenção cirúrgica. Consiste apenas no preenchimento uma ficha cadastral e na coleta de 4ml de sangue do candidato a doador. Posteriormente, o sangue será analisado em laboratório e as características genéticas serão cruzadas com a de pacientes que necessitam da doação, a fim de se determinar a compatibilidade.

Os dados do doador são incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, quando houver um paciente com possível compatibilidade, o doador será consultado a decidir se irá realizar a doação. É necessário manter os dados sempre atualizados. Somente após a confirmação por parte do doador e a realização de exames que a doação de medula será efetivamente realizada.

Dados do ano de 2015 dão conta de que no Brasil mais de 1.500 pessoas estão na fila à espera de um doador de medula óssea. Dentro da família as probabilidades de se encontrar um doador compatível são de 25%, fora dela as probabilidades caem para um em cada 100 mil pessoas. Daí a necessidade de cadastramento do maior número de pessoas possível.

Um pequeno ato pode salvar uma vida

Hoje, um dos que precisam de doação de medula óssea é o ex-guarda municipal de Aracaju e atualmente cabo da Polícia Militar de Sergipe, Rômulo dos Santos Oliveira, diagnosticado com leucemia linfoide aguda. A situação de Rômulo sensibilizou a Secretaria de Defesa Social e Cidadania (Semdec) que, através da Guarda Municipal, realizará uma campanha de cadastramento de doadores de medula óssea no próximo dia 12 de setembro, das 8h às 15h, no Comando Geral da GMA, localizado no Parque da Sementeira.

O que é necessário para ser um doador?

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde, não possuir doença infecciosa ou incapacitante, assim como não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Não é preciso estar em jejum.

A doação

A doação de medula é um procedimento realizado em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral. Leva em torno de 90 minutos e requer internação de 24 horas. Nos três primeiros dias após a doação, pode haver um desconforto localizado, de leve a moderado, mas é amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades de rotina depois da primeira semana após a doação. A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.

Há outro método de doação chamado coleta por aférese. Neste método, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco - células mais importantes para o transplante de medula óssea - circulantes no seu sangue. Após esse período, se realiza a doação por meio de uma máquina de aférese, a qual colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue desnecessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos através da veia. Quem decide qual o método mais adequado são os médicos assistentes.

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