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Estudantes da Emef Papa João Paulo fazem visita guiada à 13 de Julho

13/09/2017 - 17h19
clique para ampliarAnalista ambiental explica aos alunos a relação entre ambiente natural e ambiente urbano. Fotos: Walter Martins
clique para ampliarEstudantes conhecem de perto o manguezal
clique para ampliarAulas de campos estimulam o senso crítico e torna a aprendizagem mais interessante
clique para ampliarOs alunos puderam conhecer mais sobre diversas espécies de plantas e animais
clique para ampliarA atividade é uma iniciativa da Sema em parceria com a Semed
clique para ampliarProfessora Eutímia explica a importância das aulas fora da sala de aula
clique para ampliarCleverton Costa fala sobre ações resultantes da parceria entre Semed e Sema
clique para ampliarA estudante Adriely relata que atividades assim são muito interessantes e conta o que mais gostou

Na tarde desta quarta-feira, 13, os semblantes atentos a tudo ao redor puderam ser facilmente percebidos entre os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Papa João Paulo II, que participaram de visitação guiada ao Calçadão da 13 de Julho. Saindo da rotina das aulas em sala, a Emef levou seus alunos para conhecerem de perto e aprenderem mais sobre o meio ambiente. A iniciativa foi realizada a partir de articulação entre a Coordenadoria de Políticas Educacionais Para a Diversidade (Coped), da Secretaria Municipal da Educação (Semed) de Aracaju, e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Aracaju (Sema).

 

A coordenadora da Coped/Semed, Maíra Ielena pontua que esta é uma forma de fazer com que a identidade cultural e as relações de pertencimento dos alunos sejam reforçadas, transformando a Educação uma prática viva, vibrante, associada à realidade local.

''Ao longo dos últimos meses, percebemos que o eixo operativo do Direito à Cidade é um dos grandes desafios da SEMED. Encaramos esse desafio com bastante alegria, nos unindo a parceiros estratégicos para potencializar ações de visitação dos nossos escolares a diversos espaços publicos. Dessa forma, nossas crianças e adolescentes se apropriarao de uma cidade viva, diversa,  maior que os domínios de seus bairros de residência. Afinal de contas, essa Aracaju a qual nossos alunos  pertencem, lhes pertence também'', analisa a coordenadora.

Segundo a professora do 4° ano, Eutimia Ávila, o sentido pedagógico é de que os alunos não adquiram conhecimento somente na sala de aula, mas também conheçam os fatos e assuntos de perto, desenvolvendo o senso crítico. Ela explica que nesta visita à 13 de Julho, por exemplo, o que se busca é que os estudantes tenham este contato mais próximo com a natureza, possam entender o que é o mangue, onde está o mangue em seus arredores, se é perto ou longe de onde vivem.

“Os estudantes são de um bairro um tanto sofrido, alguns contam histórias bem tristes, então, aulas assim também são interessantes para que eles saibam que tem um mundo fora daqueles em que vivem. Para que assimilem bem o conhecimento adquirido em campo e avaliar se a visitação foi proveitosa, depois das visitas costumamos passar exercícios. Eu, por exemplo, já solicitei à minha turma que prestasse bem atenção para depois, em sala de aula, eu passar um questionário e uma redação falando sobre o assunto”, destaca a professora.

Analista ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Aracaju (Sema), Cleverton Costa, conta que a Semed e a Sema trabalham há um tempo em parceria, sendo que neste ano de 2017 as secretarias estão conseguindo desenvolver melhor as ações, consolidando esta parceria através do Programa Amigos do Meio Ambiente. O Programa realiza atividades para a educação ambiental nas escolas da rede municipal.

A proposta é visita guiada à ambientes urbanos. O analista afirma que as crianças precisam ter a noção de que o espaço urbano convive também com o espaço natural, estando relacionados, seja em equilíbrio ou não. Para isto, durante as visitações é passada a noção de ambiente urbano e natural, da capacidade do homem de transformar o ambiente e a percepção deste em seus detalhes.

“Os estudantes se mostram bem interessados. Mostramos o mangue vermelho, algumas espécies exóticas, que são invasoras, mas se adaptam ao ambiente. Muitos já conheciam o calçadão, mas o que chama mais atenção deles são os tipos de plantas, as raízes, os animais, como o caranguejo. Eles tinham expectativa de ver caranguejo no ponto do mangue que paramos para mostrar, mas às vezes o caranguejo está dentro da toca, e explicamos o porquê do animal não está lá. Às vezes é a poluição, ou o impacto ambiental, às vezes é o horário, outras, o hábito do próprio animal. É muito importante sensibilizarmos o aluno à questão da interferência nociva do homem ao meio natural'', alega o analista.

Adriely Silva, do 4 ano, tem 9 anos e diz que tem aprendido muitas coisas interessantes durante a aula. Ela relata que está sabendo mais sobre como funciona a natureza. “Aqui é diferente de aprender na sala de aula. A gente fica mais livre, vê tudo de perto. É mais legal. E o que gostei mais de aprender hoje foi que as frutinhas da árvore caem no mar e dão vida a novas raízes, e essas novas raízes, juntas, formam isso tudo que a gente vê aqui, o mangue com tantas árvores. É um ciclo", enfatiza a estudante.

 


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