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Roda de conversa reúne profissionais da Assistência e comunidade para debater medidas socioeducativas

14/11/2017 - 13h22
clique para ampliarFotos: Danillo França
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clique para ampliarLucianne Rocha
clique para ampliarMaria José Batista
clique para ampliarTelma Maynart
Buscando alternativas para as fragilidades do sistema de atendimento e visando ofertar uma formação continuada para educadores, técnicos, coordenadores e servidores dos equipamentos da Proteção Básica e Especial do 5º Distrito, a Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju realizou na manhã desta terça-feira, 14, uma roda de conversa na sede do Instituto e Creche Menino Jesus, instituição não governamental, localizada bairro São Carlos. Propondo um olhar diferente sobre o adolescente, a reunião também contou com a presença de integrantes da comunidade e teve como tema “A socioeducação como estratégia de cuidado social: cuidar para não punir”.

Essa é a sexta atividade realizada na capital. De acordo com a coordenadora da média complexidade da área de proteção social, Lucianne Rocha, as medidas socioeducativas têm o objetivo não só de condenar, mas de reeducar e reinserir o jovem infrator na sociedade. “Nossa intenção é criar estratégias de ações com a rede de atendimento da Prefeitura e os jovens que estão envolvidos em situação de violência e em cumprimento de medida socioeducativa. Temos percorrido todo o território de Aracaju, tentando fazer este diálogo por bairro ou por região, para entender como podemos estar unindo forças”.

"A participação da comunidade foi um dos pontos-chave para o engrandecimento do encontro", ressaltou a assistente social e integrante do Comitê de Enfrentamento à Violência contra a Criança e Adolescente da sociedade civil, Maria José Batista. “Eu acredito que este trabalho é fundamental para que todos nós, de fora do poder público, tenhamos como acompanhar estes momentos. A socioeducação é o melhor caminho e, se não acreditarmos que a criança ou o adolescente tem possibilidades e direitos, vamos estar perdendo vários meninos e meninas para as estatísticas”, destacou.

Para a coordenadora do Cras João de Oliveira Sobral, Telma Maynart, esse é o caminho para unir forças entre a administração e os aracajuanos, como forma de desconstruir um pensamento punitivo. “Existe, infelizmente, uma discriminação quando se fala em adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Então, é preciso desmistificar as coisas. É de extrema valia entender para acolher melhor e ter um olhar diferenciado. Este ano já recebemos quatro adolescentes nesta situação e precisamos ter sempre esse cuidado nas atividades e no tratamento. Assim podemos ressaltar o potencial que estes jovens têm”.

Dados

Em um levantamento feito durante o ano de 2016, foi registrada a inserção de 68 adolescentes em situação de medida socioeducativa na região do 5º Distrito, composta pelos bairros Bugio, Capucho, Jardim Centenário, Lamarão, Olaria (São Carlos), Santos Dumont, Soledade e Veneza. Já no primeiro semestre deste ano, o número caiu para 43. A maioria tem entre 15 e 16 anos, chegando a um total de 63%. Predominantemente, são pessoas do gênero masculino, com atos infracionais relacionados a roubo, assalto e envolvimento com o tráfico de drogas.  

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