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Assistência realiza mobilização pelo fim da violência contra a mulher

06/12/2017 - 18h28
clique para ampliarFotos: Danillo França
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clique para ampliarRivaldino Santos
clique para ampliarJosé Silva
clique para ampliarKarla Galvão
clique para ampliarLídia Anjos
Instituído no Brasil pela pela Lei nº 11.489/200, comemora-se no dia 6 de dezembro o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Para alertar sobre o tema e em comemoração aos 16 dias de ativismo, a Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju, em conjunto com as secretarias municipais da Saúde, Educação e Guarda Municipal, fizeram uma intervenção na tarde desta quarta-feira, 6, no Centro de Aracaju. Com a distribuição de folders e laços brancos, representantes da administração puderam fazer um trabalho de conscientização com as pessoas que passavam pelos calçadões.

A data faz menção a um atentado ocorrido em 1989, no Canadá, onde um jovem assassinou 14 mulheres que cursavam o curso de engenharia da Escola Politécnica de Montreal, cometendo suicídio logo após por não suportar a ideia de que pessoas do gênero feminino ocupassem um lugar tradicionalmente masculino. De acordo com a diretora de Direitos Humanos, Lídia Anjos, no plano de fundo deste cenário e do cenário atual estão a crença de que ainda existem lugares que pertencem aos homens, mas não às mulheres. “Nós vivemos em uma sociedade em que a misoginia [ódio ao gênero feminino] e o números de feminicídios [crimes contra o gênero feminino], são muito elevados. Por isso é tão importante que não só as mulheres sejam ensinadas a reconhecer estas situações e denunciar, mas também os homens sejam ensinados a não agredir”, ressaltou.

A partir da coordenadoria de Arte e Educação da Secretaria Municipal da Educação, foi pensada uma ação com pessoas vindas de todos os lugares da capital. “A arte tem várias funções e uma delas é a função social, com o objetivo de educar a sociedade, de maneira lúdica. Trouxemos o coletivo Sôrô Odo Biyi para encenar uma esquete chamada “Imagine se você estivesse na minha pele”, passando adiante esta mensagem. Vamos mostrar aos homens o quanto a nossa cultura comete e naturaliza a violência contra a mulher”, destacou o coordenador Rivaldino Santos. 

Durante a conscientização a representante da Guarda Municipal, Karla Galvão, destacou o propósito da Patrulha Maria da Penha, iniciada no final do primeiro semestre deste ano. “O projeto-piloto da patrulha está em fase de encaminhamento e tem como objetivo dar assistência às mulheres vítimas de violência que já estão sob medida protetiva, então não poderíamos ficar de fora da campanha de hoje. A previsão é de que na data simbólica de 8 de março de 2018 será efetivada sua implantação, mas atualmente já atendemos casos como este através do número 153 para atuações em flagrante delito de mulheres em situação de medida protetiva”.

A aposentada Enilde Silva acredita que a violência se dá por algo já construído, que é a nossa cultura. Mas que precisa ser totalmente repensada. “Nós somos ensinadas a nos conformar e ser submissas. Isso vem mudando muito com a informação, só que ainda há muito caminho para ser feito. Por isso é imprescindível que o poder público faça sua parte, os meios de comunicação divulguem bastante e que as pessoas tenham consciência”.  Ao ser abordado, o segurança José Silva disse já ter presenciado tantos casos de violência não conseguiria nem contar. “Eu acho que a gente tem que aprender mais sobre respeito, pois eu não gostaria de ver isso acontecendo perto de mim e temo pelas mulheres da minha família”, desabafou.
 
 
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