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Atendimento psicossocial: humanização é foco do tratamento em Aracaju

13/10/2017 - 10h20
clique para ampliarUma das principais vertentes do tratamento na rede municipal é a humanização e o acolhimento ao paciente (Fotos: Marco Vieira)
clique para ampliarAs oficinas terapêuticas são algumas das ações que auxiliam no tratamento humanizado
clique para ampliarDalmare Sá ressalta a eficácia do tratamento humanizado
clique para ampliarReuniões com os familiares dos pacientes, principalmente crianças e adolescentes, são realizadas frequentemente (Fotos: Silvio Rocha)
clique para ampliarPais e funcionários dividem a experiência de como cuidar das crianças atendidas

Um cuidado fundamentado na humanização, que envolve arte, família e gestão participativa. Assim é modelo de tratamento utilizado pela Rede de Atenção Psicossocial (Reaps) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aracaju. Desde 2003, a política pública instituída pelo Ministério da Saúde tem sido desenvolvida na capital aracajuana como forma de transformar a realidade de milhares de pessoas com transtornos mentais ou por uso de álcool e outras drogas.

As oficinas terapêuticas oferecidas nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da cidade são algumas das ações que auxiliam no tratamento humanizado dos pacientes, através da produção de trabalhos manuais, grupos musicais e teatrais, e da prática de atividades esportivas. "Hoje nós temos feiras de artesanatos produzidos pelos usuários, o Batucaps, natação, futebol e exercícios laborais, por exemplo. Temos unidades que oferecem até oficinas para produção de curtas-metragens e meditação. Muitas vezes conseguimos desconstruir a relação do uso de alguns medicamentos", afirma o coordenador da Reaps, Dalmare Sá.

Assim como acontece nas seis unidades dos Caps disponibilizadas à população, a assistente social do Caps Arthur Bispo do Rosário, Rosângela Nunes, realiza constantemente reuniões com os pais ou responsáveis das crianças e adolescentes com transtorno mental que são atendidos na unidade. De acordo com ela, o grupo coloca os familiares em igualdade de condição, gerando apoio mútuo entre eles. "Aqui nos tornamos multiplicadores dos direitos e possibilidades que esses jovens têm. Temos esse cuidado por acreditar no potencial deles e trabalhamos essa expectativa com os pais para que a gente entenda o que eles precisam e esperam", ressalta Rosângela.

Para o motorista Vitório Heliotério Júnior, pai de uma das crianças atendidas pelo Caps, as reuniões são fundamentais para a evolução no tratamento dos pacientes. "Aqui nós aprendemos a cuidar e a educar o nosso filho de acordo com a necessidade. Antes a gente não sabia direito como lidar com o comportamento dele, mas com as reuniões nós estamos compreendendo e ele está tendo um desenvolvimento melhor. Acredito que a nossa colaboração em casa tem sido bem positiva", reconhece.

Além disso, os usuários, trabalhadores e gestores também participam das decisões a respeito do Caps, por meio das assembleias realizadas nas unidades. "Eles abordam o que querem nas reuniões, sugerem o que pode melhorar e o que pode ser feito para resolver a situação. Essa cogestão é uma das diretrizes definidas pela Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde que colocamos em prática", explica Dalmare.

Profissionais

A Reaps envolve cerca de 300 profissionais e mais de 2500 pessoas assistidas. Mas, mesmo sendo reconhecida como referência nacional, ainda existe uma deficiência na quantidade de profissionais. Durante toda a gestão anterior não foi realizado concurso para a área, gerando carência de mão de obra, que é o principal componente da Rede.

"Estamos reestruturando a Reaps e iremos contratar profissionais no processo seletivo que a Prefeitura irá iniciar nos próximos 60 dias. Se, normalmente, outros órgãos precisam de equipamentos tecnológicos, nós precisamos de mais pessoas. É um tratamento humano e muitos pacientes só precisam que alguém o escute, eles precisam de atenção", afirma Dalmare.

Política pública

A Política Nacional de Humanização (PNH) foi implantada pelo Ministério de Saúde em 2003 para efetivar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre os participantes.

"O SUS foi criado em 1988 para esse tipo de cuidado, que não olhasse só para a doença, mas sim para todo o contexto. Hoje, a saúde mental é potente por conta disso, ela consegue transcender à questão da saúde e da doença. Trabalhamos todos os aspectos do indivíduo e vale a pena fazer a diferença na vida das pessoas", destaca o coordenador da Reaps.

 

 

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